jun 27, 2011
Mauricio Bortoloto

A “Internetização” da TV

TV Interativa

A idéia de interatividade através da TV não é nova e há pelo menos uns 30 anos existem iniciativas de se criar soluções para isso. De lá pra cá muita coisa nem saiu do papel mas muita coisa deu certo (vide PPV e EPG por exemplo). De qualquer forma é sabido que a TV Interativa sempre foi uma promessa mas nunca vingou de fato.

Agora estamos vivendo um novo momento, a “Internetização da TV”, que nada mais é que compreender a TV não mais como uma mídia diferenciada mas sim como uma outra interface de acesso à Internet, logo deixa de ter seu uso exclusivamente para consumo de video (no formato canal) e passa a permitir total interatividade aproximando a mídia TV da mídia Internet.

A diferença do momento atual com o que tinhamos no passado é que anteriormente a dificuldade era criar equipamentos capazes de oferecer essa interatividade, coisa que nos dias de hoje já não é mais problema, visto que contamos com consoles, set-up-boxes, Media Center PCs e TVs com sistemas embarcados que permitem a interatividade.

Nos EUAs e na Europa a TV Interativa já é uma realidade, mas no Brasil temos muitos desafios a enfrentar e interesses a conciliar, começando pela integração de três “P’s” essenciais afim de oferecer os serviços ao consumidor, que são Plataforma, Provedor e Produtor.

Plataformas

Conforme citado temos diversas opções de plataformas de acesso a TV Interativa e, a principio, acredito que o mercado será bastante segmentado e fragmentado. De qualquer forma podemos destacar as seguintes plataformas:

  • GoogleTV
  • Microsoft Mediaroom
  • Samsung Smart TV
  • Playstation 3

Provedores

São aqueles que oferecem os serviços (video on demand por exemplo) dentro de uma ou mais plataformas, provisionando e efetuando a cobrança ao consumidor. Talvez esse seja a parte mais complicada da história, pois envolve a chegada de novos provedores, como o Netflix (que esta prestes a confirmar sua entrada no mercado brasileiro) e outros semelhantes (NetMovies, PipocaOnline, etc), e os atuais provedores de TV a cabo. Além dos interesses há a questão legal, que deverá ser adaptada afim de acomodar todos os players.

Produtoras

São as que oferecem conteúdo através dos provedores, como: Canais Globosat, Warner, BBC, Discovery, etc. Esse é o lado que apresenta menos problemas, pois os acordos para distribuição de conteúdos por parte das produtoras é uma prática já consolidada há algum tempo.

 

Fora as três “pontas” que precisam ser unidas para o serviço de TV Interativa funcionar no Brasil temos uma questão que acredito ser a mais cruicial: “O QoS (Qualidade de Serviço) provedoras de acesso a Internet”. Isso porque ninguém vai aceitar comprar um filme no NetFlix e ter que assistir na qualidade Youtube.

Logo acredito que:

“A TV Interativa tem tudo para ser em 2011/2012 o que foi ‘Compras Coletivas’ em 2010 desde que provedores melhorem o QoS, empresas conciliem seus interesses e governo cumpra seu papel, coisas que no Brasil são difíceis (ou demoradas) de acontecer.”

jun 24, 2011
Mauricio Bortoloto

WordPress: usar ou não usar?

wordpress usar ou não usar

Fui criar meu site e pensei: uso ou nao uso o WordPress? Final das contas que resolvi usar e já escrever o primeiro post levantando justamente essa questão.

Sempre tive a idéia que WordPress é um BlogEngine muito bom ao que se propoem, no entanto com a facilidade de instalação, configuração, gerenciamento e expansão muitos se encantaram e começaram a utilizar o WordPress para tudo, incluindo CMSs, eCommerces, Institucionais, Intrantes, etc. Sempre condenei esse tipo de uso por um único motivo: “O WordPress não foi feito para isso”.

Até pouco tempo atrás tive a “oportunidade” de lidar com projetos (que não eram Blogs) e haviam sido montados em WordPress. Além do infeliz ter elegido o WordPress não conhecia nada ou quase nada da plataforma. Resultado: cliente insatisfeito, plataforma lenta e quase impossível de se atualizar (do ponto de vista sistêmico).

Depois destas experiências confesso que fiquei um pouco avesso ao WordPress mas nunca o desconsiderei como alternativa, até a nova versão 3.0. Confesso que me surpreendi, pois está muito mais robusto e com funcionalidades que fazem do WordPress (agora sim) um pequeno CMS, tornando-o um alternativa bastante interessante não só para Blogs como para outros tipos de portais. Isso não quer dizer que “tá tudo liberado” e qualquer projeto agora é WordPress, pelo contrário, o uso do WordPress passa a ser muito mais definido.

No final chego a seguinte conclusão:

Sempre tenha o WordPress como opção de plataforma desde que os requisitos se encaixem as características da plataforma. E isso não vale só para o WordPress!!!

 

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